Há Muros que se Chamam Amor

Há muros que separam, constrangem, delineiam divisas e limites, mas há também aqueles, com a altura de nosso peito, que convidam a uma boa conversa, entremeada de risos fartos ou, por vezes, lamentos tristes também. Foram em conversas assim, junto ao muro que margeia o prédio onde resido e a casa de meus vizinhos, que…

No Que Acredito

Sinceramente, eu acredito que estamos aqui para lembrar quem nós verdadeiramente somos. Viver, para mim, não é um processo de cura, mas um processo de relembrança. Acostumamo-nos a usar a palavra “cura” tão profusamente porque esquecemos a essência do simples viver, do simples ser. Eu acredito que estes são tempos para lembrar que nossa alma…

Madrepérola

Contemplava as estrelas que ainda cintilavam aqui e ali, brincando no amanhecer de um delicado despertar, e, em meio a seu brilho, havia o azul, o azul profundo, o azul da quietude do mar, em mim. E, deste mar interior que ora contemplava, emergiu uma imagem, uma numinosa forma abstrata, centrada em si mesma, que,…

O Despertar – Parte 2

O CORTE Nascer, dar-se à luz, e numa espiral anímica o bebê faz-se consciência. Nessa dança sincronística envolta em mistério, a mulher abre-se ao movimento em seu íntimo ao dar à luz, ao realizar-se em criação e ser mãe. Nascer é separar-se e o gesto que o define é agora consciente, voluntário e altruísta —…

O Despertar – Parte 1

O OLHAR Uma centelha, uma pequenina centelha acende-se na energia do encontro, feminino e masculino em completude, em unidade, e Deus em Gaia celebra a nova vida. Terra e estrelas concebem o pequenino corpo que abriga a Luz em si. A mulher acolhe e nutre o mistério, numinosidade moldada, acalentada por mãos universais. E no…